![]() ![]() Volume 22 - Novembro de 2017 Editor: Walmor J. Piccinini - Fundador: Giovanni Torello |
Outubro de 2016 - Vol.21 - Nº 10 Artigo do mês
PSICOTERAPIA ONLINE: POSSIBILIDADES
José Ricardo P. Abreu** 1. Introdução Há
cerca de dez anos uma paciente brasileira, residente em cidade do exterior, com
aspiração a viver nessa cidade de modo definitivo, em visita à sua família
no Brasil, resolve buscar seu antigo analista em Porto Alegre, para uma revisão
de antigos conflitos ainda não resolvidos com a mãe, reativados com
manifestações de ansiedade, causa da procura por ajuda. Sem possibilidade de atendê-la o analista a
encaminha para um colega que faz completa avaliação da paciente
e percebe que ela tem indicação
de retomar sua análise. Paciente com
traços sedutores, queixava-se do antigo analista e cobre de
elogios o novo analista, considerando-o de mente mais aberta. Na
história ela informa alguns tratamentos interrompidos e insatisfatórios. Ao
concluir a avaliação ficou evidente a necessidade de prosseguimento do
tratamento de modo regular e continuado. A paciente referindo boa interação com
o novo analista propõe seguir o tratamento via internet. Ao
considerar a proposta da paciente e embora estivesse inclinado a iniciar a
experiência via online, o novo analista entendeu que a paciente deveria seguir
o tratamento com um terapeuta de sua cidade que pudesse assistí-la presencialmente. Baseou-se
no fato de que a paciente necessitava de tratamento prolongado e que aspectos
transferenciais não poderiam ser contemplados numa experiência limitada. Também
considerou que naquele momento não estava familiarizado com o uso da tecnologia
e tampouco com as questões éticas implicadas.
Desse modo, ofereceu o nome de um analista
na cidade onde ela morava. Essa
experiência foi motivadora da revisão que será apresentada no presente
trabalho. *Trabalho apresentado na XXVII Jornada
Paulo Guedes do Centro de Estudos Mario Martins (CEMM) da Fundação Universitária Mário Martins (FUMM), Porto Alegre, outubro
de 2016, Porto Alegre. **Psiquiatra, Psicanalista, Professor
de Psiquiatria, Supervisor do CEMM/FUMM ***Psicóloga
especialista em psicoterapia de orientação analítica, membro do Corpo Clínico
da FUMM. ****Aluno do Curso de Especialização em Psiquiatria Professor David
Zimmermann do CEMM/FUMM. Abordagens online nos remetem a uma
caracterização de virtualidade. Nesse trabalho consideraremos o real na acepção de presencial e o virtual como eventos quase presenciais,
ou seja, como uma reprodução em tempo quase real. Também consideramos a
natureza do virtual no próprio real, na medida em que esse é filtrado através de
um universo de relações objetais e frequentemente distorcido pelos processos projetivos
e introjetivos que criam novas experienciais virtuais (1). Fazemos uma distinção da noção desse virtual
daquele que, tecnicamente, é descrito como realidade virtual. Esta, a realidade
virtual, é uma forma de as pessoas visualizarem, manipularem e interagirem com
computadores e dados extremamente complexos.
Neste caso, o usuário não estará mais em frente ao monitor, mas sim,
sentir-se-á dentro da interface. Utiliza dispositivos especiais para obter
interação do homem com a máquina( 2). A virtualidade que estamos
considerando, relaciona-se com as trocas entre pessoas através do computador e não com ele
próprio - o computador e um programa. O computador e o programa são meios para
facilitar o contato com o outro à distância. O objetivo desse trabalho é examinar as
possibilidades e os alcances, bem como as limitações nos tratamentos
psicoterapêuticos online, revisando a literatura disponível sobre o tema,
principalmente a produzida no Brasil. Para isso nos baseamos nas publicações
registradas no Índice Bibliográfico Brasileiro (3) e em outras publicações
especializadas cobrindo os últimos dez anos. Publicações de autores relevantes da
área da psicoterapia de língua inglesa foram consideradas. 2.
Conceitos Na literatura encontramos muitos termos
equivalentes para psicoterapia online tais como: cyberpsicoterapia,
psicoterapia virtual, skypeanalise, entre outros. Daremos preferência ao termo psicoterapia online. Não existe uma
distinção clara entre os termos, nem iremos aqui nos deter nas possíveis
diferenças que podem ser encontradas. Com efeito, todos se referem aos
tratamentos mediados por recursos de comunicação à distância, no qual o
psicoterapeuta interage por voz, imagem e escrita, em tempo real, acessado por equipamentos
computadorizados conforme contrato estabelecido entre ele e seu paciente, sem
prejuízo aos os critérios que caracterizam a psicoterapia (interessando nesse trabalho a psicoterapia de
orientação analítica). Ao lado da psicoterapia online também é
encontrado o que se denomina de intervenções baseadas na internet através de
programas prontos que podem ter ou não a participação do psicoterapeuta,
apresentadas sob forma de DVD, CD,
aplicativos. A participação do terapeuta pode ser imediata (como é o caso de
chats ou vídeo-conferências) ou não, como acontece quando a interação se
realiza por e-mail (4). Acima consideramos o sentido de virtual
e agora recapitularemos o conceito de psicoterapia
que foi discutido por Katz e col. (5) que
implica na existência dos
seguintes itens para ser
considerado completo: 1.Tratamento de problemas emocionais; 2. Através
de meios psicológicos; 3. Relação bipessoal (quer se
trate de tratamento individual, familiar ou grupal; 4. Comunicação
verbal e não verbal; 5.Treinamento adequado
do terapeuta; 6.Contrato terapêutico; 7. Reconhecimento mútuo da
necessidade de se iniciar o tratamento (motivação); 8. Setting
presidido pelo terapeuta; 9.Remoção, modificação ou retardo de sintomas
existentes; 10. Mediação de padrões
perturbados de comportamento; 11.
Promoção do crescimento de um ou de ambos
os participantes. Importante observar que nos itens
assinalados, bem como na revisão feita pelo autor que citou inúmeros textos,
não é explicitado que a psicoterapia deva ocorrer de modo presencial, isto
é, com a presença física da dupla, talvez porque nem se
cogitasse que isso pudesse ser diferente. A ideia de que as psicoterapias ocorram
no terreno da virtualidade fica contundente se pensarmos em termos de
intersubjetividade, na qual os participantes são compreendidos em conjunto. O
par, formado pelo paciente e terapeuta também, cria, por meio de movimentos e trocas de
subjetividades, o terceiro
intersubjetivo e com isso instituem uma
experiência virtual. Entretanto, pairam dúvidas sobre a utilização
dos equipamentos como laptops, smartphones, tablets e aplicativos em
psicoterapia. A tendência tem sido a de diferenciar os tratamentos presenciais
e os mediados pelos equipamentos computadorizados, não obstante a crescente
aceitação tanto de profissionais como de pacientes e mesmo de terceiros que não
estão diretamente implicados (4, 6, 8). É possível que isso decorra da oposição
entre virtualidade e realidade, como se a virtualidade não fosse autêntica e menos considerada que a
experiência real (presencial). 3.
Das cartas Freud a Fliess ao uso do telefone Antes do aparecimento da internet, os
contatos terapêuticos, não presenciais, eram intermediados por meio de cartas e
telefones. Freud escrevia muito, sendo referido
que sua produção epistolar foi tão vasta quanto os livros que ele escreveu.
Durante o período de sua autoanálise ele, frequentemente, se comunicava com seu amigo, o médico Fliess,
através de cartas nas quais descrevia as descobertas pessoais relacionadas ao
seu funcionamento mental (7). Há quem afirme que na autoanálise de
Freud, o amigo Fliess exerceu um papel importante como um analista que lhe
ouvia e lhe estimulava, sobretudo naqueles anos de isolamento em que ocorria a
formação da teoria (1896-1906)(8). Desenvolveu forte relação transferencial com
seu amigo e confidente. O trabalho desenvolvido por Freud na autoanálise não
foi tão solitário, por conseguinte, e em boa parte mediado pela troca de cartas
entre ambos. O uso do telefone (fixo) foi muito
estudado como recurso auxiliar dos tratamentos médicos e psicoterápicos, mas
sempre na condição de coadjuvante, ou seja, como um meio auxiliar. Houve também quem tivesse reportado tratamentos
mais longos e com bons resultados mediante o uso do telefone. Muitos analistas
são favoráveis ao uso do telefone, embora não haja unanimidade (10,11,12).
Argentetieri e Amati – Mahler (13) são críticos argumentando que não consideram
a análise telefônica compatível com o processo, afirmando que a privação da presença
do analista cria um sentimento de perda e, ao mesmo tempo, nega a separação.
Não obstante, o uso é rotina na comunicação entre pacientes e psicoterapeutas
sendo um recurso muito utilizado, sobretudo
em situações agudas e de emergência. 4.
O ingresso da imagem nas comunicações A internet possibilitou unir a imagem
às palavras (dos telefonemas) e à escrita (das cartas) com uma resolução cada
vez mais apurada e em velocidade crescente, sendo cada vez
menor o lapso de tempo entre a comunicação entre terapeuta
e paciente, aumentando desse modo, a
sensação presencial de ambos. Não obstante, uma razoável quantidade de
informações está fora do alcance da imagem proporcionada no monitor. Todos conhecem as inúmeras possibilidades
de utilização da tecnologia proporcionada pela internet, entre elas as redes sociais de
comunicação tais como Messenger, Twitter, Skype, etc., que logo se popularizaram como um recurso ágil de
comunicação. As aplicações da tecnologia da
informação à medicina e à psicoterapia e psicanálise, tanto no terreno do
tratamento como no âmbito do ensino-aprendizagem, aconteceram na sequência.
Observa-se o surgimento de trabalhos experimentais, nesse sentido. Montagna (12)
relata que a IPA, em regime de exceção, aceitou em caráter experimental, análises
à distância com finalidades didáticas para formação de candidatos na China,
intercalados por períodos presenciais durante o ano. O mesmo autor, diz que a
utilização do Skype foi um grande progresso em relação ao telefone e que se na
sessão ocorrem associações livres, relato de sonhos, expressão de transferência
e sensações contratransferenciais, a existência da tela e da distância são deixadas de lado, absorvidas, esquecidas e tidas
como inexistentes ou como uma parte
tão íntima da situação que se incorpora ao conjunto. 5.
Questões técnicas: A seguir serão abordados alguns
aspectos da psicoterapia que deveriam ser considerados ao assumir algum
trabalho online, ainda que experimentais e de curta duração, tais como: O
contrato: Geralmente as abordagens psicoterápicas online iniciam com um
contato presencial e os atendimentos ocorrem quando não é possível manter a presencialidade
de ambos. Frequentemente, isso acontece nos casos em que o paciente se ausenta
por motivos de viagem ou por qualquer outro motivo que impeça sua presença. A
indicação de tratamento decorrente de uma avaliação completa do paciente
deve ser realizada e a terapia então é iniciada presencialmente. É importante verificar,
sobretudo, a motivação do paciente e sua capacidade colaborativa. Ambos devem
estar treinados para o uso dos equipamentos, devendo ser definida a duração da
experiência online, bem como o tempo de cada sessão e o uso da voz e da
digitação. A imagem no visor perde certas informações de natureza sensorial,
como os cumprimentos de aperto de mãos, o andar, a postura corporal, entre outros.
Devem ser tomadas todas as medidas para assegurar o sigilo e a
confidencialidade, porém deve ser lembrada a possibilidade de que na internet
algumas informações correm o risco de serem vazadas. Nesse sentido, é importante
que o paciente use equipamento pessoal e apague todos os registros após cada
sessão. É importante ter em mente os
códigos de ética de cada profissional e conduzir-se consoante ao que determinam.
Nesse particular, o Código de Ética Médica não aceita, atualmente, consultas que
não sejam presenciais (16). Entretanto, preservando o que diz esse código, um
estudo experimental demonstrou a eficácia e aceitação por pacientes e médicos
de consultas clínicas online para orientações terapêuticas (6). De acordo com o Conselho Federal de Psicologia
(CFP), a psicoterapia à distância não é permitida como prática profissional no
Brasil, ficando restrita somente à pesquisa acadêmica. Porém, houve alterações
descritas na nova Resolução do Conselho, vigente desde janeiro de 2013,
permitindo a realização de orientações psicológicas virtuais em até 20
encontros ou contatos virtuais, síncronos ou assíncronos, desde que não se
caracterize como um atendimento psicoterápico (17). Aspectos
relacionados ao terapeuta: O terapeuta deve presidir o setting
conforme referido no conceito de psicoterapia, entretanto a mediação de um equipamento para
realizar a sessão traz questões novas, pois a dupla terapeuta e paciente não têm
uma comunicação direta. Há eventos que podem
fugir ao controle de ambos, tais como lentidão da rede, queda da conexão, alteração da imagem,
som e nitidez. Desse modo, como assegurar que outros não ouvem o que é dito
pelo terapeuta na sala na qual
está o paciente? Afinal, o
paciente não está no ambiente criado e protegido do terapeuta que é o consultório
no qual o psicoterapeuta preside plenamente a sessão. No caso de queda da conexão, num momento delicado da
sessão, como proceder? Outro ponto que se vincula à questão da distância, se
refere a diferença de horário por questões de fusos, criando um problema a ser
enfrentado por ambos. Portanto, é importante que o terapeuta tenha treinamento
no uso do computador e familiaridade com a rede social a ser usada para a
sessão. No que
tange o anonimato e abstinência do terapeuta, é importante lembrar as
fronteiras profissionais online. Nesse sentido Gabbard (18) oferece uma lista
de considerações: - Os psiquiatras e outros profissionais
de saúde mental que usam redes sociais devem ativar todas as configurações de
privacidade disponíveis. - Pesquisas na Web devem ser realizadas
periodicamente para monitorar falsas informações e fotografias. Se esses itens
são descobertos, o administrador do site pode ser contatado para remover as
informações problemáticas. - Os seguintes itens não devem ser incluídos
em blogs ou sites de relacionamento: a) informações do paciente e matéria
confidencial; b) comentários depreciativos sobre colegas ou pacientes; c) quaisquer
comentários sobre processos judiciais, casos clínicos de ações administrativas
em que se está envolvido porque eles podem potencialmente comprometer sua
defesa e d) fotografias que possam ser percebidas como pouco profissionais (por
exemplo, poses sexualmente sugestivas ou imagens mostrando uso de bebidas /
drogas, etc.). - Sendo a internet algo de domínio público, a busca de informações de
pacientes não é considerada antiética, embora os terapeutas que optam por
fazê-lo devem estar preparados para complicações clínicas que requerem uma
gestão cuidadosa. Alguns pacientes podem despertar interesse do psicoterapeuta
e esta informação obtida pode ser vista como violação de limite ou quebra de
compromisso de confiança. - Deve-se evitar tornar-se "amigos de Facebook" ou entrar em
outras relações com pacientes via internet. Uma estratégia é ter perfis
separados para papéis distintos, isto é, pessoal e profissional. - Não se deve supor que algo postado
anonimamente na internet irá
permanecer no anonimato porque as mensagens podem ser rastreadas em suas
fontes. Psiquiatras ou residentes psiquiátricos que desejam postar sua
disponibilidade em sites de namoro online são livres para fazê-lo, mas devem
estar totalmente preparados para a possibilidade de que os pacientes poderão
vê-los e ter reações fortes. - As instituições de formação devem educar os
seus formandos sobre profissionalismo e questões de fronteira, como parte de
seu currículo profissional
e ajudá-los no domínio da tecnologia. - Todas as instituições de formação devem desenvolver políticas para lidar
com violações da ética ou profissionalismo através da atividade na internet. A formação
em psicoterapia deve incluir considerações sobre os dilemas clínicos
apresentados pelos sites de redes sociais e motores de busca, bem como questões
de fronteira potenciais. Aspectos
relacionados ao paciente: O
paciente está sujeito às mesmas circunstâncias do psicoterapeuta no tocante ao
fato de que se comunica através de um intermediário que é a máquina e o
programa. É necessário que tenha familiaridade
com o equipamento e com a rede. Sua participação através do uso de equipamento
pode, ou não, desviá-lo do curso das associações livres. Há quem diga que os
pacientes podem se sentir tão à vontade que a intermediação da máquina não
prejudica em nada, ou até mesmo o contrário, podem se sentir ainda mais em
liberdade. As manifestações transferenciais e contratransferenciais podem
transcorrer sem maiores interferências. Todavia o paciente deve ter disposição
colaborativa, pois uma série de fatos que
ficam exclusivamente a cargo do terapeuta no contato presencial em
consultório, agora serão compartilhados com o paciente. O desejo
do paciente de explorar seus conteúdos psíquicos exigirá dele uma participação
diferenciada que está atenuada no contato presencial. Ademais, os elementos do
contrato devem ser aceitos o que pode ser bem examinado no inicio de forma
presencial com um encontro da dupla. Lisondo (19) encontra muitos obstáculos
nos tratamentos psicanalíticos à distância. Ela aceita o uso da psicanálise à
distância em condições agudas e muito excepcionais. Crê que podem existir problemas
no tocante ao reasseguramento do setting. Também acredita que os tratamentos
psicanalíticos online não conseguiram reunir as condições complexas para o
desenvolvimento do campo analítico e nem o terceiro intersubjetivo. Questiona
vigorosamente a utilização dos tratamentos online para pacientes não neuróticos
que exigem uma relação íntima e presencial nas quais as manifestações sensoriais devem ser sonhadas e
intuídas, compreendidas e
transformadas pelo analista. Ela
refere-se às patologias muito primitivas que correspondem aos pacientes que não
podem representar, nem simbolizar como ocorre nos transtornos de déficit, cuja
abordagem é diferente dos transtornos resultantes de conflito. 7.
Considerações finais: As constantes modificações e avanços na
área da tecnologia evocam novos desafios para psicoterapeutas e psicanalistas.
Em alguns países como nos EUA as
psicoterapias online são mais estudas e utilizadas. As dúvidas relacionadas à
eficácia das terapias online têm sido comprovadas para abordagens em casos de
depressão, pânico, transtornos de ansiedade, entre outros. Para as terapias
cognitivo comportamentaiss existe estudo revelando a eficácia similar dos
tratamentos online comparados aos face a
face ( 4). Em relação às psicoterapias de
orientação analítica e à psicanálise o consenso se refere ao uso da internet
para casos temporários, nos quais seja impossível transpor a distância que
impede o encontro face a face. Neste trabalho vimos opiniões divergentes entre
alguns autores que problematizam a questão de modo muito positivo. Psicoterapia
e psicanálise online não é o mesmo que tratamento presencial e não tem sido indicadas sem um
certo tempo de tratamento face a face. Uma experiência online deveria ser
precedida de uma completa e adequada avaliação do paciente, observando a
psicopatologia, a motivação e a capacidade de estabelecer aliança terapêutica,
bem como suas condições de assumir as combinações que salvaguardem o sigilo e a
confidencialidade. Quanto ao terapeuta, ele deve ter boa formação e dominar a
teoria, sendo suficientemente flexível para lidar com um setting que não é habitual
e capacidade para enfrentar o desconhecido que, nesse caso, além das questões próprias da relação, inclui a
intermediação de equipamentos que são
utilizados à distância (20, 21). Finalizando, acrescentamos que essa
área apresenta-se para investigação e experimentação e, talvez, devesse ser alvo
dos cursos de formação em psicoterapia e experiências controladas que contribuam para aumentar sua eficácia e segurança. Referências
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